
SUPER CHICO:
uma história real
O menino de Bauru que transformou desafios em uma trajetória de afeto e inspiração
Francisco Guedes Bombini nasceu prematuro em 6 de outubro de 2016, em Bauru. Passou por sete cirurgias por causa de problemas renais e cardíacos. Também foi diagnosticado com hipotireoidismo e sofreu uma displasia pulmonar decorrente dos três meses em que permaneceu intubado. Passou seis meses no hospital antes de ir para casa pela primeira vez. E foi justamente no ambiente hospitalar que o pequeno transformou-se em Super Chico.
O bebê com síndrome de Down, que, segundo a mãe, Daniela Guedes Bombini, sempre saía das inúmeras cirurgias pelas quais passava com um sorriso no rosto, ganhou de uma enfermeira o primeiro traje de super-herói. Com a mesma vestimenta, deixou, sob aplausos, o ambiente hospitalar depois de longas internações em decorrência da Covid-19. Em 2021, aos cinco anos, permaneceu 28 dias hospitalizado por conta do coronavírus. Da primeira vez, no ano anterior, ficou 14 dias na UTI.
A essa altura, já era sensação nas redes sociais. Suas festas de aniversário, inclusive, reuniam mais de mil pessoas. Com renda revertida a entidades sociais, fechavam a rua em frente à casa da família. Aos 4 anos, foi homenageado por nomes como Chico Buarque, Rita Lee, Alceu Valença, Humberto Gessinger, Oswaldo Montenegro, Criolo, padre Júlio Lancelotti e a chef Paola Carosella. Além de receber palavras de carinho e incentivo de políticos nacionais e até internacionais, a cantora Elza Soares, na época com 91 anos, cantou “Happy Birthday” para ele.
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Chico chegou a ter mais de 1,1 milhão de seguidores no Facebook e 300 mil no Instagram. A grande maioria permanece nas redes sociais mantidas pela mãe, Dani, que se despediu dele em 6 de fevereiro de 2023. Chico morreu de uma parada cardíaca. Ela mantém viva a língua que criou para se comunicar com o filho, o “Chiques”, compartilhada especialmente com o pai, Beto, e as irmãs, Clara e Beatriz. Como Dani escreveu no adeus, Chico cumpriu bem a missão de semear amor nos corações.
Assista a algumas reportagens sobre o Super Chico
Reportagem conta parte da história de "Super Chico", que virou símbolo de esperança
Daniela compartilha cenas de carinho e cumplicidade com o filho Super Chico
Festa de quatro anos de Super Chico emociona convidados
Quando grandes nomes se uniram por Chico
Dê o play e confira o emocionante vídeo que reúne grandes personalidades em uma corrente histórica de amor, respeito e admiração pelo Super Chico. Em 2020, ícones da MPB como Chico Buarque, Rita Lee, Elza Soares, Alceu Valença, Humberto Gessinger, Oswaldo Montenegro e Criolo se juntaram à homenagem, ao lado de nomes como o padre Júlio Lancelotti e a chef Paola Carosella, além de políticos nacionais e até internacionais. Uma demonstração do quanto a história de Chico já havia ultrapassado Bauru, aproximando pessoas para além das telas. Assista.
Bom dia, Chico
A mãe Dani, com o papai Beto e as irmãs Clara e Beatriz, mantém viva a memória do caçula da família
“Bom dia, Chico.” A frase que se tornou uma das marcas do Super Chico nas redes sociais é também a primeira frase do livro inspirado na história dele. E Daniela Guedes Bombini, mãe de Francisco Guedes Bombini e autora da obra junto com o jornalista João Correia Filho, continua a repeti-la sempre.
Depois da morte do filho, em fevereiro de 2023, Dani decidiu manter ativas as redes sociais que acompanharam a trajetória de Chico. São espaços que, segundo ela, continuam ajudando muitas pessoas e mantendo vivo o legado do menino que conquistou milhares de seguidores com seu jeito de ser.
Foi também no exemplo do próprio filho, assim como no amor às filhas Clara e Beatriz e ao companheiro Beto, que Dani encontrou forças para enfrentar uma outra batalha. Seis meses depois da morte de Chico, descobriu um câncer de mama. Em meio ao tratamento, passou a compartilhar a experiência nas redes e dizia se inspirar em Chico para viver um dia de cada vez.
Seu caçula também transformou sua atuação. Advogada, Dani passou a se dedicar à luta pela inclusão, fez mestrado na área, atualmente é vice-presidente do Instituto Downlândia e apoia instituições e projetos ligados ao tema Brasil afora. Ao lado do marido e das filhas mantém viva a memória de Chico, inclusive a língua que ela criou para se comunicar com o pequeno, o “Chiques”. Agora, a história de Super Chico ganha as páginas de um livro infantil.
Daniela Guedes Bombini

DANIELA GUEDES BOMBINI é advogada (por profissão) e ativista em inclusão (por missão de vida), mas o título que carrega com maior orgulho é o de mãe da Clara, da Beatriz e do Francisco, o eterno Super Chico. Tornouse uma voz importante na internet ao conectar pessoas e partilhar as vivências e as fantasias que marcaram a jornada de seu filho. Em sua estreia na literatura para as infâncias, Daniela abre o coração nesta parceria com João e consolida o compromisso com o legado de Chico: fazer do mundo um lugar melhor e mostrar que cada existência importa.
Redes que acolhem
As redes sociais do Super Chico transformaram sua rotina em uma história acompanhada por milhares de pessoas. Ainda hoje, os perfis mantidos pela família funcionam como espaços de acolhimento. Ao compartilhar o dia a dia de Chico de forma leve e afetuosa, Dani também ajudou a ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e representatividade. A trajetória de Francisco Guedes Bombini ultrapassou as redes e passou a fazer parte da vida de muitas pessoas.




















